11/09/2015 – Aurora reajusta preço do suíno vivo ao produtor rural (MB Comunicação)

11 de setembro de 2015

Reajuste de 3,5% na remuneração do criador de suíno – concedido nesta semana pela Cooperativa Central Aurora Alimentos – anima a cadeia produtiva da suinocultura industrial em Santa Catarina. O preço básico pago aos criadores passou de R$ 2,90 a R$ 3,00 o quilograma de suíno em pé, valor ao qual se acrescenta o índice de qualidade da carcaça pelo critério da tipificação, elevando o preço a até R$ 3,30. Em razão de ser a maior processadora de suínos, a Aurora influencia e baliza o mercado catarinense e sulbrasileiro. Desde o ano passado, o mercado de suínos se mantém equilibrado, sem aumento de oferta nem em peso total, nem em número de cabeças. Também não há excesso de suínos no mercado “spot” e as indústrias frigoríficas em geral não estão estocadas. O reajuste desta semana, de acordo com o vice-presidente Neivor Canton, dá fôlego aos criadores para cobrir o aumento nos custos de produção. Ele lembra que, se de um lado, a alta do dólar facilita as exportações brasileiras de carne, de outro aumenta os custos, pois os insumos (farelo de soja, milho e outros ingredientes da nutrição animal) são cotados em dólar. Canton observa que a reabertura das exportações de aves e suínos para a Rússia, que voltou a ser o maior comprador da carne brasileira, aqueceu inicialmente o mercado, mas os embarques para aquele país foram abaixo do esperado para agosto.Novos reajustes aos suinocultores estão tradicionalmente previstos para o último trimestre do ano, mas, para isso ocorrer, as vendas externas e internas precisam crescer, antecipa o vice-presidente da Aurora. “Temos que ter ciência que o mercado está ajustado; não podemos produzir em excesso. Essa situação de equilíbrio deve-se ao alojamento de matrizes de acordo com a demanda industrial planejada, o que evita episódios de excesso de oferta de suínos em pé, geralmente seguidos de crise de preços e posterior escassez dessa matéria-prima. Outro fator que influencia é o elevado preço da carne bovina no mercado brasileiro, o que estimula o consumo das outras carnes”, expõe o dirigente.
MB Comunicação 

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