Aliança Láctea Sul Brasileira discute ações para melhorar a qualidade do leite

As ações para melhorar a qualidade do leite em Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul foram tema da reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira, que aconteceu nessa semana, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em Florianópolis. O evento reuniu os secretários da Agricultura, os serviços de assistência técnica e de defesa sanitária, além de representantes das agroindústrias dos três Estados para tratar do sistema de pagamento do leite por qualidade, ou seja, o produtor recebe mais por um leite melhor. Outra novidade é que a partir de setembro deste ano, Santa Catarina será o Estado coordenador da Aliança. De acordo com o presidente da Faesc, José Zeferiro Pedrozo, as ações estão voltadas a promover a expansão de todos os elos da cadeia produtiva do leite, com a melhoria da qualidade do produto e a ampliação da competitividade do setor. Pedrozo também enalteceu a importância do setor leiteiro para o agronegócio catarinense, principalmente, para a geração de renda aos agricultores familiares. “Ao contrário da suinocultura e da avicultura, que estão ligados à agroindústria, com a produção de leite, o produtor é o único dono do seu próprio negócio. A atividade gera uma renda mensal às famílias e a produção de leite é uma vocação do Estado”, realçou. Durante a reunião, foram apresentados dois exemplos de empresas que já remuneram os produtores de acordo com a qualidade do leite. A expectativa é de que esses modelos possam ser adotados por outros laticínios. Essa forma de pagamento utiliza múltiplos critérios, que vão desde o volume produzido até as boas práticas de produção. As indústrias estabelecem um preço base para o leite e, quando os produtores entregam um leite com índices maiores do que o padrão estabelecido, recebem uma bonificação, que em alguns casos pode chegar a 30%.  O secretário da Agricultura de Santa Catarina, Moacir Sopelsa, explicou que a ideia é valorizar aqueles produtores que comercializam um leite de melhor qualidade. “Quando o produtor receber mais por um leite melhor e o leite de má qualidade for desvalorizado, haverá um incentivo para que a qualidade melhore significativamente”.  Com o pagamento por qualidade, o produtor tem acesso a análises laboratoriais que demonstram em quais aspectos ele pode melhorar. “O maior incentivo para melhorar a qualidade do leite será mexer no bolso do produtor”, ressaltou o secretário adjunto Airton Spies. A reunião abordou ainda a melhor forma de implantar medidas de apoio aos agricultores que buscam essa melhoria na qualidade do leite produzido, principalmente com assistência técnica e sanidade dos rebanhos.
 FÒRUM PERMANENTE 
A Aliança Láctea é uma iniciativa dos três Estados do sul para desenvolver a cadeia produtiva do leite na região. Com problemas e oportunidades comuns, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul se unem em um fórum permanente que congrega produtores, Governo e indústrias em busca de um desenvolvimento harmônico do setor. Atualmente, o oeste de Santa Catarina, noroeste do Rio Grande do Sul e sudoeste do Paraná são as regiões que mais crescem em produtividade do leite no Brasil. Com cerca de 300 mil produtores distribuídos por quase todos os municípios, o Sul é responsável por 33% da produção brasileira de leite. A expectativa é de que em 10 anos, a produção aumente 77%, chegando a 19,5 milhões de toneladas de leite por ano.
Fonte: MB Comunicação

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