MENSAGEM DA ACI PAR DO DIA INTERNACIONAL DO COOPERATIVISMO: “Escolha cooperativismo. Escolha equidade.”

Mensagem da ACI 
Em nosso mundo globalizado a desigualdade está em ascensão. O hiato na renda mundial tem aumentado ao longo dos últimos anos. Um relatório recente do Credit Suisse estima que o um por cento mais rico da população mundial concentra quase metade da riqueza total do mundo, enquanto metade das pessoas do planeta detém menos de um por cento da riqueza mundial. No entanto, a desigualdade se apresenta em maneiras distintas, podendo se aplicar às características étnicas e regionais ou a aspectos pessoais, como sexo ou idade. Precedendo a equidade no direito ao voto entre homens e mulheres, a igualdade de gênero tem sido um direito fundamental em cooperativas desde o seu início, na primeira metade do século 19. A hierarquia tipicamente plana das cooperativas incentiva uma cultura de trabalho em equipe, em que o talento é recompensado. A desigualdade é um tema relevante, pois influencia nossas percepções sobre autoestima e justiça. Todos os seres humanos têm direito ao mesmo respeito e à mesma dignidade. No entanto, a desigualdade traz graves consequências socioeconômicas e de segurança. – Prejudicial para a economia: A desigualdade retarda o crescimento do PIB, o que dificulta a acumulação de capital humano, corrói resultados educacionais e perspectivas econômicas de longo prazo, especialmente para as pessoas de baixa renda. – Prejudicial para a nossa infraestrutura: Quando excluídos, os indivíduos não são capazes de participar nas instituições que formam a sociedade. Exemplos disso é a capacitação médica, indústrias que requeiram trabalhadores qualificados, ou as áreas de crédito e seguros. – Prejudicial para a nossa segurança: Os impactos sociais da desigualdade incluem desemprego, violência, crime, humilhação, degradação do capital humano e exclusão social. A desigualdade afeta negativamente a participação democrática, fomentando a corrupção e o conflito civil. – Prejudicial para a democracia: Politicamente, a desigualdade corrói a justiça das instituições e agrava o problema da responsabilização dos governos. Quando as instituições sociais já são frágeis, a desigualdade desestimula ainda mais a vida cívica e social que sustenta a tomada de decisão coletiva, necessária para o funcionamento de sociedades saudáveis. 
Como o cooperativismo pode contribuir – Todos são donos: Expandindo o conceito de propriedade, as cooperativas são uma força comprovada para a inclusão econômica e social. Se o modelo cooperativista continuar a crescer, a desigualdade será reduzida. – Aberta a todos: Uma cooperativa é aberta a todos, seja homem ou mulher, jovem ou idoso, qualquer pessoa pode participar. – O poder de decisão não está vinculado à riqueza: Todos têm igual poder de decisão (voto equivalente), independentemente do capital. – Igualdade também significa acesso igual aos bens: A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece como estratégia crítica, em nível nacional, assegurar o acesso universal a bens e serviços básicos de boa qualidade, o que, por sua vez, é o próprio propósito de uma cooperativa. 
A Organização das Nações Unidas afirma a importância de se assegurar que a oferta realmente chegue as camada excluídas da população. As cooperativas se concentram em atender as necessidades de seus membros, ao invés de focar apenas no retorno financeiro.O movimento cooperativista apresenta uma combinação única entre alcance global e conduta empresarial baseada em pessoas. Por isso, pode desempenhar um importante papel na redução da pobreza. As cooperativas auxiliam na redução da desigualdade ao empoderar as pessoas e ao oferecer a elas uma forma digna e sustentável de ganhar a vida.

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