Associados aprovam contas da Cooper A1
Cerca de 650 associados acompanharam a prestação de contas do exercício de 2009, durante assembleia geral, na sexta-feira (29), em Mondai.
Delegações de associados da cooperativa A1, residentes nos municípios de sua área de abrangência, acompanharam atentas a prestação de contas da atual diretoria.
Durante a extensa apresentação dos números apontados pelo balanço, com parecer favorável de seu Conselho Fiscal, bem como dos Auditores independentes, o Presidente Elio Casarin apontou para as dificuldades enfrentadas em 2009, com a retração da economia mundial. “Foi preciso colocarmos um pé no freio também para evitarmos que a Cooper A1, viesse a sofrer perdas acentuadas. Felizmente as iniciativas adotadas se mostraram acertadas”, destacou Casarin, comentando prejuízos de elevada monta na Cooper Central, onde a Cooper A1 é uma de suas principais parceiras. “Caso contrário o lucro da A1 seria bem diferente, mesmo assim obtivemos R$ 5.597.254,54 em 2009”, salientou Casarin.
Representando os demais associados, Eugênio Poltronieri, de Rodeio Bonito/RS, colocou em votação ao plenário as contas de 2009, merecendo aprovação unânime.
Durante o espaço concedido a palavra livre, apenas dois associados manifestaram suas opiniões. Nadir Savoldi, de Rodeio Bonito, sugeriu a direção da A1, que análise viabilidade técnica e financeira, para ampliar o espaço físico dos armazéns da unidade de seu município, pois as queixas dos produtores são constantes. “Como está atualmente, cerca de 50 mil sacos de milho serão deixados de receber nesta safra”. Outro associado questionou da maneira como vem sendo conduzida a análise do leite, ainda nas propriedades rurais.
Diversas lideranças políticas também marcaram presença durante assembleia - Deputados Federais Valdir Colatto(PMDB), Odacir Zonta(PP), Celso Maldaner(PMDB), Deputados Estaduais Reno Caramori(PP), Pedro Uczai(PT), além de prefeitos e vices.
Ao fazer uso da palavra, falando em nome dos demais prefeitos, Valdir Mallmann, representando o prefeito anfitrião, Lenoir da Rocha, que se encontrava na Capital do Estado, ressaltou o papel da A1. “Está cada vez mais sólida, confiável, apresentando um importante diferencial, mantém preocupação constante com o bem estar de seu quadro social sem distinguir pequenos de grandes produtores, diferentemente de outros grupos, que apenas voltam suas atenções ao recolhimento de seus produtos, nada proporcionando em troca”, observou Mallmann. “É salutar constatarmos que as decisões passam pela análise de todo quadro social. Aqui se percebe claramente que as adversidades se superam, por isso que alcanço o sucesso. Persistam nesta caminhada”, destacou Mallmann.
Ao se manifestar, o Engº Agrº Santo Tumelero, 2º Vice – Presidente, responsável pela produção de grãos da A1, discorreu sobre as dificuldades que estão acontecendo momentaneamente no recebimento de milho nas unidades espalhadas na área de ação, convidando os associados a lembrar, e que muitos não acreditavam, há quatro ou cinco anos atrás, que com planejamento, qualidade dos insumos e das sementes usadas no plantio era possível, dar um salto de qualidade e produção. “Nesta safra estamos colhendo, não através de parcelas de uma lavoura, mas usando o GPS, de 180 até 195 sacos de milho/ha que aliados a uma super-safra, acaba ocorrendo alguns problemas. Só em Palmitos tem 21 colheitadeiras trabalhando sem parar. Enquanto vão colhendo, atrás já vem a plantadeira semeando a soja. É a evolução do agronegócio”, explicou Tumeleiro.
De acordo com o Gerente Geral da A1 Lauri Slonski, após avaliar a apresentação do balanço de 2009, garantiu que o maior desafio para 2010 é manter a todo custo o equilíbrio financeiro em 2010. “Desde 1981 a A1 vem cumprindo religiosamente seus compromissos, sem atrasar o pagamento de seus títulos um dia sequer, por isso é preciso a compreensão do quadro social, cada um cumprindo também com suas responsabilidades.
Para o Secretário da A1, Egon Grings, e responsável pelo setor de leite, ao responder indagação de associado, sobre análise do leite, são determinações do Ministério da Agricultura. “Empresas que nunca estiveram ligadas a este setor chegam a região pagando de 0,5 até 0,10 centavos a mais do litro de leite, por um, dois meses. Já foi registrado fatos que depois de um certo tempo acabam deixando a atividade, com contas a pagar aos agricultores. Quando ainda recebem é um preço bem abaixo do estipulado. A A1 possui uma equipe técnica qualificada, prestando assistência no campo. Se não fosse o incêndio na indústria de Pinhalzinho a situação seria bem mais favorável. “Vamos permanecer firmes no cooperativismo. Há 76 anos estamos construindo nossa história e isso não pode ser ignorado”, lembrou Grings.

(Fonte e Foto: Irno Devitte, Jornal Expresso d’Oeste ) |