Soja safrinha
Com a finalidade de avaliar desempenho produtivo e adaptação da soja em cultivo “safrinha”, ou seja, pós colheita do milho, foi efetuado o plantio de 12 cultivares de soja de empresas atuantes na produção e fornecimento de sementes na região.
Apesar de não dispormos de cultivares de soja destinada e ou recomendadas para o plantio com esta finalidade, a prática é comum nesta época do ano. O cultivo tem se mostrado economicamente viável, uma vez que a sobre-semeadura de milho por anos utilizada tornou-se prática de pouco retorno, quando cultivada com a finalidade de grão comercial. Condições climáticas pouco favoráveis, menor tecnologia utilizada e a proliferação de pragas e doenças do sobre-cultivo causavam a baixa resposta do milho na safrinha e ainda aumentavam as chances de maior incidência dos mesmos problemas na safra seguinte.
Desta forma a soja tem encontrado um espaço a ocupar em nosso sistema de manejo em áreas onde é possível seu cultivo, pois a topografia e as condições de colheita são seu principal entrave à expansão na região como produto comercial.
O trabalho foi desenvolvido com a participação/parceria do produtor associado Sr. Paulo Eidt, de Linha Santa Fé Alta que adotou nesta área de avaliação, manejo idêntico ao usado em toda sua área de cultivo soja safrinha.
Plantio realizado em 28 de Janeiro
Variedades usadas:
Coodetec CD-206, CD-219, CD-231, CD-235 e CD-238
Syngenta 1059 e 7059 (V-Max)
Embrapa BRS-245 e BRS-Pampa
Nidera ND-5909
Brasmax BMX-Potencia
Uma variedade criola (de produtor) “abiara”
No dia 18 de maio a área foi visitada e avaliada por técnicos da Cooper A1 das unidades de Itapiranga e São João do Oeste e alguns produtores visinhos desta propriedade. Destacaram-se as variedades CD-238 (nova) e a já tradicionais BRS-PAMPA e CD-219 (apesar de seu ciclo longo). As demais variedades mostraram bom desempenho e merecem novos ensaios pois ficaram mais expostas as enfermidades devido ao seus ciclos mais curtos e a época dos controles efetuados na cultura principal. Algumas variedades mostraram baixa altura de inserção de vagens e outras até crescimento reduzido, mas devemos analisar todo o contexto (condições físicas do solo, fertilidade, adubação usada, disponibilidade de água e os controles de ervas, doenças e pragas usados). As variedades mais precoces iniciaram sua floração no mês de março (25 dias sem chuva) e após 10 dias contínuos de chuva sem condições de tratamento, onde a ferrugem asiática basicamente iniciou sua infestação e causou severos problemas, distintos entre as variedades apesar dos tratamentos posteriores aplicados. Foram 02 tratamentos (fungicida + inseticida) utilizados pelo produtor na área, onde este ano pela alta pressão e condições favoráveis ao desenvolvimento das doenças, 03 e até 04 tratamentos foram aplicados em outras áreas comerciais.
Elaboração: Engenheiro agrônomo da Cooper A1 Celiomar Crestani


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