O centenário e a agricultura – Mário Lanznaster Presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos

Dentro de dois anos festejaremos o centenário do município. Será uma oportunidade para analisarmos, sob a ótica da história, de onde partimos e onde chegamos nessa trajetória chamada Chapecó. Potencialidades marcam os 88 anos de emancipação do município que cataliza as vantagens e desvantagens de polarizar uma extensa região formada pelo oeste catarinense, sudoeste paranaense e noroeste sul-rio-grandense.
A atual base territorial em nada lembra a vastidão dos 14.000 quilômetros quadrados que, em 1917, constituíam seu território, demarcado pelas fronteiras com a República Argentina, os Estados do Rio Grande do Sul e Paraná e o meio-oeste catarinense. Embora seja, hodiernamente, 5% da expressão territorial do passado, Chapecó ampliou e consolidou, nessa trajetória quase centenária sua liderança como centro econômico, político e cultural. A pujança econômica reside em uma agricultura moderna, um avançado parque agroindustrial, uma sólida indústria metalúrgica e florescente segmento de empresas de base tecnológica.
Nas últimas décadas, Chapecó encontrou uma nova vocação: constituir-se em centro de serviços de, praticamente, todas as áreas da atividade humana. Sua importância política pode ser medida pela representação nos poderes constituídos e nos órgãos de governo instalados. A condição de centro cultural deve-se, em grande escala, às instituições de ensino superior instaladas no município que, além do ensino formal de graduação, desenvolvem ações de extensão e pesquisa. Nessa área, a classe artística presta importante contribuição, produzindo, promovendo e interagindo com os diversos públicos.
A área rural foi reduzida pelas sucessivas emancipações primárias e secundárias (mais de 80 municípios surgiram na base territorial do “antigo Chapecó”), mas a crescente tecnificação das atividades agropecuárias compensou essa deficiência. E construiu uma condição de polo internacional de produção de proteínas, com produção exportada para mais de 160 países.
A cada vez que contemplo os efeitos sociais e econômicos da agricultura e do agronegócio, fascina-me o extraordinário poder da multiplicação (uma semente de milho gera mais de 750 sementes) em todas as culturas agrícolas sustentáveis.Foi a agricultura que escreveu as páginas mais eloquentes dessa centenária história. Depois de diversos ciclos econômicos, podemos asseverar que Chapecó, graças ao setor primário, ostenta uma liderança sulbrasileira cujo maior patrimônio é seu povo – uma gente alegre, amante da paz e do trabalho, otimista com o presente, confiante no futuro, temperada nos mais caros valores humanos.

(MB Comunicação)

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