REVISTA COOPER A1: A MAGIA CONTAGIA

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NATAL EM FAMÍLIA: MUITO AMOR, COOPERAÇÃO E ESPERANÇA RENOVADA

Começa a anoitecer, e agora as luzes que clareiam as ruas não são somente as dos postes de iluminação das cidades. As casas estão enfeitadas com cores vibrantes, e os pisca-piscas coloridos indicam o início do Natal. Mais uma vez, e rapidamente nos deparamos com o fim do ano.

Nesta época do ano, as pessoas também ficam mais iluminadas e vibrantes, o que denominamos como “espírito natalino”. Alguns dizem sentir-se mais sensibilizados, serenos e fraternos durante o período de Natal, isto se deve aos encontros familiares, uma pequena pausa no estresse e correria do dia-a-dia que faz relaxar e analisar os verdadeiros valores.

O fim do ano é marcado também como tempo de renovação. Esse sentimento que se torna mais forte e evidente no Natal, tomou conta de forma intensa na família Puntel, cooperados da Cooper A1, residente na Linha Sanga Forte, do município de Mondaí, ainda em maio do ano passado.

A família ficou maior

Foram sete anos de espera. Em maio de 2017 finalmente chegavam em sua nova casa, Matheus e Ruan, de cinco e quatro anos respectivamente. Quando Juliana e Joel Puntel decidiram adotar, não cronometraram tempo, deram entrada nos papéis necessários e esperaram por aproximadamente 2.600 dias. O pedido era por irmãos, e no dia do aniversário do pai da Juliana, o casal recebeu uma mensagem da assistente social.

Uma foto foi o que os levou até o abrigo onde encontravam-se os irmãos. Este teria sido o primeiro contato de muitos que ainda viriam. A família preparou tudo para recebê-los, e desde a chegada mostrou aos pequenos que é preciso reconhecer e dar valor ao ser, e não ao ter.

O primeiro Natal na nova família

Matheus e Ruan não tinham recordações de comemoração de Natal, era algo novo tanto para eles, quanto para Juliana e José. 2017 marcou como o primeiro Natal em família. “Mãe, o Papai Noel, mãe! ”, exclamou Matheus ao ver o velhinho passar em frente à casa. Juliana, que inicialmente receou a reação dos filhos com a figura do “bom velhinho”, se surpreendeu com o comportamento dos meninos: “Eu pensei que seria uma choradeira, até que eu saí correndo atrás do Papai Noel para ele voltar”.

A alegria foi tanta que, um ano depois, na memória de Matheus ainda está clara a euforia. Lembrou e disse que precisou quase ir ao médico, tamanha felicidade em que se encontrava.

Embora o Natal seja marcado, para muitas crianças, como momento de ganhar presentes, Matheus e Ruan aprenderam valores importantes desde sua chegada. Ao questioná-los sobre o que é mais importante no Natal, os irmãos elencam: “as dindas, o pai, a mãe, os ‘vôs’, as ‘vós’”, e completam a frase com a mãe: “nós estarmos sempre juntos”.

Os pais relataram que fazer com que eles entendessem o verdadeiro significado do Natal, e aprendessem valorizar as pessoas unidas, foi uma preocupação, já que inicialmente era necessário conquistá-los, tiveram receio de que os valores reais da família se perdessem.

Então, no primeiro Natal procuraram reunir toda todo mundo, para que eles sentissem e soubessem entender o que de fato a data representa. Nas palavras de Juliana: “Porquê o natal é isso, é família! ”. Foi a primeira lembrança de Natal dos irmãos, especial para eles e para todos que dividiram o momento.

De praxe: peru, salada e arroz colorido

O costume era juntar a família na casa da mãe da Juliana, mas, com a chegada dos meninos, a comemoração do Natal passou a ser na casa dos pequenos. O que não pode faltar é a montagem em família do pinheiro e enfeites. Da tradição da infância, Juliana e Joel preservam a confecção de bolachas pintadas com merengue.

Para as crianças, o cardápio do ano passado estava bem marcado como: “peru, salada e arroz colorido”, especialmente preparados para o almoço natalino. Referências que marcaram na memória dos irmãos, como o primeiro Natal em família.

Valores natalinos que permanecem

“Na minha época as coisas eram diferentes”, frase conhecida e usada através de gerações. De fato, com mudanças frenéticas por entre os anos, muitos costumes se perderam, ou não se adaptaram ao “novo mundo” em que vivemos.

Ao relembrar de sua infância, Joel lembrou: “No nosso tempo tínhamos menos opções, os pais também tinham menos condições, mas sempre tentando dar o melhor, e a gente acabava entendendo. Fazíamos conforme dava, a primeira coisa era sempre ir na igreja”, ressaltou Joel.

Já Juliana recordou: “No tempo da nossa infância eram mais coisas caseiras, a mãe fazia bolacha, e a gente sempre ajudava a montar o presépio na igreja, ia para o mato pegar musgo”.

O casal concordou ao comparar o Natal no interior e na cidade: “Parece que aqui é mais caloroso”. Ambos disseram ainda que em casa sentem-se mais à vontade. E para contribuir com o espírito natalino, Juliana cita a chegada de Matheus e Ruan: “Eles vieram para unir, os meus pais, os pais dele (pais de Joel). Todo mundo vira um pouco criança”.

 

Eduarda Fernandes dos Santos

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