REVISTA COOPER A1: mães de diferentes gerações contam suas histórias

REVISTA COOPER A1: mães de diferentes gerações contam suas histórias

SER MÃE

MÃES DE DIFERENTES GERAÇÕES CONTAM SUAS HISTÓRIAS

É comum, e você já deve ter ouvido que: “os tempos mudaram”. De fato, o mundo tem evoluído em diversos aspectos, a medicina avançou, a tecnologia tem tomado conta de nossas vidas, e tudo isso tem sua representatividade nesse “novo mundo”.

Já que estamos comemorando o dia das mães, vamos levantar aqui, algumas questões. Começando pelo fato de que há cerca de 50 anos a média brasileira era gerar seis filhos. Atualmente essa média caiu para 1,6 filhos, segundo o IBGE.

Mas, como era ser mãe alguns anos atrás? Quais foram as maiores dificuldades? Como a medicina funcionava naquela época? Por outro lado, há uma perspectiva diferente das mães da atualidade, que tendem a ter menos filhos e assumem a responsabilidade de serem profissionais dedicadas.

A SUPERMÃE DE 15 FILHOS
DONA MADALENA GROTH, DE 72 ANOS, CONTOU COMO FOI GERAR TANTOS FILHOS EM UMA ÉPOCA COM MENOS RECURSOS
Dona Madalena Groth

Começamos esta história com dona Madalena Groth, de 72 anos, de tradicional família associada da Cooper A1, moradora do munícipio de Santa Helena, SC. Essa supermãe teve sua primeira filha aos 20 anos, e ainda viriam mais 14 filhos, 32 netos e dois bisnetos. Uma família grande, de uma época em que a vida era diferente, mais tranquila e com menos correria.

Em entrevista concedida, Madalena nos contou sobre a dificuldade das gestações, já que há cerca de 50 anos, não existiam pré-natal ou ultrassom. Um dos maiores sustos veio logo na segunda gestação. Grávida de gêmeos, a supermãe teve complicações no parto que na época acontecia naturalmente em casa com o auxílio de uma parteira.

Seu marido, Canisio Groth, contou que ela perdeu a memória logo após o nascimento dos gêmeos, momentos tensos, onde tiveram que recorrer a um vizinho para fazer uma ligação a um médico, eram raras as casas que tinham telefone fixo. Ela, inclusive, foi declarada como morta pelo médico, mas tudo não passou de um grande susto. No fim, as crianças e Madalena se recuperaram e ficaram bem.

Dona Madalena contou que, em todas as gestações continuava trabalhando na roça, o que era bem normal na época. A mãe de 15, disse também que levava as crianças junto ao trabalho, e todos auxiliavam, os mais velhos no trabalho mais pesado, e os mais novos, nos mais leves.

Mas essa história não tem apenas fatos com final feliz, Madalena teve a difícil experiência de perder um filho ainda no ventre, o que viria a ser o último da família. Sem muitos detalhes sobre a perda. Essa mãezona relatou sua história com muita emoção disse não acreditar que passaria dos 60 anos. O trabalho árduo dela e de seu marido no campo, resultaram em inspiração para nove filhos, que continuam no meio rural.

Nas datas especiais, como o dia das mães, é grande o encontro dessa família, afinal, é a junção de gerações, seus filhos, que já tiveram filhos e alguns que têm se tornado avós. Seu marido, Canísio, lembra que já reuniram mais de 90 pessoas em datas comemorativas.

Dona Madalena e seu Canisio com seus 14 filhos vivos. A família reúne ainda 32 netos e dois bisnetos

Curiosidade:

No Brasil, a mulher que mais deu à luz coincidentemente também se chamava Madalena. Foi Madalena Carnaúba, de Ceilândia (DF), que teve 32 filhos.

 
O DESAFIO E A ALEGRIA DE SER MÃE NOS “DIAS DE HOJE”

Passando para uma outra realidade, tratando de novos modelos familiares, na qual as famílias são compostas por poucos filhos, e as mães exercem multitarefas. Elas deixaram de se dedicar exclusivamente aos afazeres domésticos e à família e abraçaram sua vocação de profissionais e diferentes áreas. Como é o caso de Luciane Marcon, 31 anos, de Iporã do Oeste, empresária rural e mãe de Arthur de quatro anos e Davi Miguel, de quatro meses.

Luciane administra a propriedade rural junto com o marido Jakson Marcon, Para ela, o importante é poder conciliar e administrar o tempo entre trabalho e cuidados com os pequenos. “Todo tempo que tenho com eles é de qualidade, e uma das grandes vantagens de morar no campo, é essa possibilidade de estar sempre presente. Além disso, vemos como é saudável crescer no interior, em meio à natureza, isso faz uma grande diferença na nossa qualidade de vida”.

Como os filhos estão sempre por perto, Luciane comentou que quer incentivá-los para que deem sequência aos trabalhos na propriedade, e quer fazer isso dando a eles a oportunidade de estudo.

Luciane também teve a difícil experiência de perder um filho, um aborto espontâneo da primeira gravidez.  Mas ela deixa uma mensagem de esperança as mamães que passam ou passaram por isso. Hoje, ela é mãe de dois meninos saudáveis e felizes, mas não pensa em aumentar a família: “já tive três”. Luciane afirmou que muita coisa mudou depois que muita coisa mudou depois da maternidade. Em especial, a responsabilidade de ser mãe, de estar junto, de acompanhar cada momento. “Depois de ser mãe, você passa a pensar primeiro nos filhos”.

A mamãe Luciane Marcon, 31 anos, de Iporã do Oeste, empresária rural com os filhos Arthur de quatro anos e Davi Miguel, de quatro meses