Suíno dobra o preço e frango sobe 60% para o consumidor

4 de fevereiro de 2013

Na cadeia de produção animal hásempre uma das extremidades insatisfeitas. Agora, a recuperação de mercado do suínoe frango anima os produtores, que viram os preços pagos aumentarem até 105%,como no caso dos suínos e 40% no frango. Porém, do outro lado os consumidoressentem este reflexo de forma negativa, pois nos supermercados o custo dascarnes também já aumentou, chegando a dobrar o valor, quando comparado com operíodo de crise dos setores do ano passado.

As cotações para os produtores doDepartamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimentodo Paraná (Deral/Seab) mostram que os dois segmentos tiveram recuperação emespecial nos últimos seis meses. No caso do frango, o preço chegou a R$ 1,65 oquilo em fevereiro. Mas, houve a recuperação gradativa e chegou a R$ 2,46 emdezembro. Na terça-feira (29) a média estadual ficou em R$ 2,32, 40% a mais doque o menor preço.

Já para o suíno a melhora dopreço foi ainda maior. Depois de angariar prejuízos com valores de até R$ 1,52o quilo em julho, os suinocultores começaram a ter reposição dos preços, emespecial em janeiro. Na terça-feira a cotação média do Paraná foi de R$ 3,12,uma alta de 105%. Porém, este aumento gradativo do valor pago aos suinocultorese avicultores também chegou às gôndolas dos açougues.

MAIS CARO

 

O gerente de um supermercado deToledo, Henrique Novaes Lajarim, afirmou que a partir de agosto do ano passadoas duas carnes começaram a subir. O frango teve uma considerável alta até ofinal do ano e este início de 2013 estabilizou. “Mas deu até 60% de reajustedependendo do corte”, revela. O frango inteiro também está mais caro.”No meio do ano passado conseguia vender a R$ 2,99 o quilo, e hoje omáximo que consigo fazer é R$ 4,99 em promoção. Isto ainda absorvendo umpouco”, revela.

O primeiro corte a subir foi omais vendido no Brasil, a coxa e sobrecoxa, depois o peite com osso e assim pordiante. Alguns cortes estão com valores comparados ou até maiores do que acarne bovina, como o meio de asa, que chega a R$ 14,00 o quilo. “Aconsequência é a diminuição do consumo, no caso do frango vendemos menos uns60%”, pontua.

A carne realmente está pesando nobolso do consumidor. Lajarim comenta que uma atitude que estava praticamenteextinta nos supermercados voltou com a elevação dos preços. “O cliente pedeuma peça, mas quando vê o preço fica com vergonha de devolver para o açougueiroe acaba abandonando no meio do mercado”, detalha.

ALTERNATIVAS

O gerente esclarece que o preçofinal do suíno chegou a dobrar de valor nos últimos seis meses. “Antes eu compravaa R$ 3,50 até R$ 3,00 o quilo da banda inteira, hoje estou pagando R$ 6,00 efica impossível não repassar para o consumidor”, assegura. Como no caso deoutro supermercado, que mesmo sendo de cooperativa, o custo maior resulta empreço mais elevado.

 

O gerente de uma loja, DevairColombo, afirma que na compra da última semana já voltou a sentir aumento deuns 6% nestas proteínas. “E a perspectiva é aumentar mais”, adianta.Os cortes que mais vendem neste supermercado são a costela e pernil, sendo quesubiram de R$ 4,90 para R$ 7,98 e de R$ 4,70 para R$ 6,35 respectivamente.

“Isto porque aindaconseguimos um preço diferenciado porque são produtos de produtores nossos enão temos os atravessadores. A qualidade também é outra”, assegura. Como ofrango e suíno eram as alternativas de carne mais baratas, com o aumento, restaao consumidor apenas tentar achar uma saída. Como Rosane Pauli, que em épocasonde a compra é encarecida pelas carnes opta por promoções. “Compro o quetiver mais barato ou ovo. Não dá para pagar muito caro”, lamenta.

 Fonte: Suino.com.br

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