Tendências de um Natal bem mais estável que o de 2011 para a carne de frango

A partir dos dados de oferta interna mensal de carne de frango (estimativas da APINCO para o período janeiro-setembro; projeções do AviSite para o trimestre final do ano, conforme matéria “Carne de frango: oferta de 2012 ainda pode ser igual ao consumo de 2011”, publicada nesta quarta-feira, 7 de novembro), e da estimativa do IBGE de uma população de 193,947 milhões de habitantes em 1º de julho deste ano, projetou-se (gráfico abaixo) a distribuição da disponibilidade per capita de carne de frango no decorrer dos 12 meses de 2012.

Embora a metodologia de cálculo adotada aqui fuja ao padrão tradicional (em geral, simplesmente se divide a disponibilidade total pela população do ano), o resultado final é, praticamente, similar: disponibilidade média próxima dos 46 kg per capita. A vantagem, neste caso, é que se dispõe dessa distribuição ao longo do ano. Com resultados bastante estimulantes.

Por exemplo, a indicação de que a maior disponibilidade per capita de 2012 deve ficar restrita ao primeiro trimestre, em função, basicamente, da altíssima produção de pintos de corte registrada no bimestre final de 2011 (cerca de 545 milhões de cabeças em novembro; outros 550 milhões em dezembro).

Posteriormente, considerada a evolução registrada entre março e junho, não era difícil prever que a disponibilidade per capita do segundo semestre voltaria a registrar volumes similares ou até superiores aos do trimestre inicial do ano. Mas foi aí que ocorreu a explosão de custos na atividade e o setor perdeu as condições de continuar investindo normalmente na criação.

À primeira vista, demorará algum tempo para que o setor volte a produzir o volume alcançado no final de 2011. Não porque queira, mas porque prevalece absoluta falta de condições financeiras para manter os níveis anteriores. Por isso, o previsto para o trimestre final deste ano (ainda que o setor procure compensar o menor número de cabeças criadas através da extensão do tempo de criação do frango, obtendo com isso maior peso unitário) é a menor disponibilidade interna do ano.

Em outras palavras, enquanto a disponibilidade média prevista para o corrente exercício se encontra em cerca de 45,969 kg per capita e o disponibilizado no primeiro trimestre do ano equivaleu a um volume anual de 47,393 kg per capita, o estimado para o trimestre final de 2012 se encontra em 44,929 kg per capita.

Esse volume deve ser suficiente para garantir um Natal bem mais estável que o Natal de 2011. Pena, somente, que a elevação dos custos absorva toda a satisfação que isso deveria proporcionar.

Fonte: AnviSite

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