Comunicação

Doença de Newcastle em Santa Catarina: atenção máxima à biosseguridade

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A confirmação de focos da Doença de Newcastle nos municípios de Nova Itaberaba, Coronel Freitas e Nova Erechim na última semana, acendeu um alerta sanitário para toda a avicultura catarinense. A situação levou o Ministério da Agricultura (MAPA) e a CIDASC a adotarem medidas emergenciais para conter a disseminação do vírus, incluindo interdição das propriedades afetadas, eliminação sanitária dos plantéis infectados, desinfecção das instalações e intensificação da vigilância nas granjas da região.

Além do impacto sanitário, os focos resultaram em restrições comerciais por parte de diversos países importadores de carne de frango. Embora as limitações variem conforme o mercado e a área afetada, o cenário exige atenção de toda a cadeia produtiva. A regionalização sanitária tem sido uma ferramenta importante para reduzir prejuízos, permitindo que as restrições sejam concentradas nas regiões envolvidas e não necessariamente em todo o país.

Para os produtores integrados, os reflexos podem ocorrer de forma indireta por meio de ajustes no planejamento industrial e comercial das agroindústrias. Contudo, o principal desafio neste momento é manter a confiança sanitária da cadeia produtiva por meio do cumprimento rigoroso das medidas de biosseguridade.

O controle de acesso à propriedade, a limpeza e desinfecção de veículos, equipamentos e materiais, o monitoramento diário da mortalidade e do consumo de água e ração, além da observação constante das aves, tornam-se ainda mais importantes. Qualquer aumento anormal de mortalidade, problemas respiratórios, sinais neurológicos ou queda de desempenho deve ser comunicado imediatamente à assistência técnica ou ao médico-veterinário responsável.

É importante destacar que a carne de frango produzida sob inspeção sanitária oficial permanece segura para o consumo. A ocorrência da doença não significa risco ao consumidor, mas reforça a necessidade de vigilância permanente dentro das granjas.

Neste momento, a prioridade é fortalecer a biosseguridade, cumprir rigorosamente as orientações técnicas e manter comunicação rápida diante de qualquer suspeita sanitária. A colaboração entre produtores, cooperativas, agroindústrias e órgãos de defesa sanitária será fundamental para preservar os mercados e garantir a continuidade da avicultura catarinense.

Neste momento, o foco deve estar em:

  • Reforçar o controle de acesso às propriedades
  • Intensificar a limpeza e desinfecção de veículos, equipamentos e materiais
  • Reforçar cloração de água
  • Monitorar diariamente mortalidade, consumo de água e ração e sinais clínicos das aves
  • Comunicar imediatamente qualquer alteração sanitária à assistência técnica ou ao médico-veterinário responsável
  • Cumprir rigorosamente as orientações da integração e dos órgãos oficiais
  • Manter a eficiência zootécnica e a qualidade do manejo


Texto por Michael Matte, coordenador de avicultura na Cooper A1

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