História

1º DE OUTUBRO DE 1933

Cooper A1: 83 anos de cooperativismo agropecuário

Era primavera, outubro do ano de 1933. Uma pequena comunidade prosperava às margens do Rio Uruguai, no Oeste de Santa Catarina. Ali, cerca de oito anos atrás, famílias colonizadoras começaram a chegar para construir sua vida, a maioria descendentes de italianos e alemães vindos do Rio Grande do Sul. Eram agricultores que depositaram suas poucas economias para comprar pequenos lotes de terra na localidade, então chamada de Passarinhos, e a oportunidade de tirar da terra seu sustento e futuro.

Pé no chão, muita mata e pouca estrada, enxada, mosquito que picava, banho de balde, mãos calejadas. Dias de trabalho árduo na terra, noites de conversas e planos com a família e vizinhos em volta do fogão à lenha, na casa construída com as próprias mãos.

aniversario-83-anos-producaoFumo estava entre as principais atividades da colônia, produzido pelos pequenos produtores rurais da localidade.

Mas, naquele momento, nem tudo estava bom para aqueles desbravadores. Junto com a colonização, naquela localidade pouco explorada, haviam as dificuldades de transporte, comunicação, abastecimento de produtos básicos, como tecidos e especiarias. O governo estava distante, e os agricultores estavam cada um por si e, na maioria das vezes, eram explorados na venda em sua produção.

Este era o cenário daquele momento, em 1933. Foi quando no dia 1º de outubro a história começou a mudar. Naquele dia, 18 agricultores, liderados por um empreendedor chamado Otto Erich Winkler, investiram 540 réis e concretizaram a fundação de uma sociedade cooperativa. Cooperativa? Aquilo ainda era novidade para muitos. Mas este modelo de organização, trazido por Winkler da Alemanha era boa: unir os pequenos agricultores e, com isso, ganhar força na comercialização de seus produtos. Sair da situação dependentes para “senhores do próprio destino”.

Estes são fatos históricos resgatados por historiadores, documentos e familiares, sobre a criação da Sociedade Cooperativa Mista Palmitos, antecessora da Cooperativa A1. Trata-se da primeira cooperativa agropecuária formal de Santa Catarina, criada onde é hoje o município de Palmitos, SC. A partir de então, de forma organizada, os agricultores ganharam força e escala na venda de seus produtos. A esperança se renovou, a agropecuária prosperou.

Após 83 anos, a Cooperativa A1 reverencia os fundadores e lembra com muito respeito esta data. “Aqueles produtores rurais, com coragem e muito empreendedorismo, apostaram no cooperativismo. Mas não tinham ideia da transformação socioeconômica que iniciaram na região e que se perpetuaria por décadas e mais décadas”, declara o presidente da Cooper A1, engenheiro agrônomo Elio Casarin.

Casarin ressalta de 18, hoje são 8.500 produtores rurais cooperados, e mais de mil colaboradores diretos. “Essa instituição que não é de propriedade de uma única família, mas sim de cada uma das famílias cooperadas, e é da comunidade, de todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, até mesmo sem saber, são beneficiadas com o sistema cooperativista praticado pela Cooper A1. Por isso, todos estão de parabéns nesta data”, ressalta Casarin.

Fusões

A perpetuação da Sociedade Cooperativa Mista de Palmitos seu deu através da união entre cooperativas agropecuárias do Oeste Catarinense.

A trajetória é marcada por fusões e incorporações que possibilitaram aumento de escala, redução de custos e a criação de uma respeitada identidade cooperativa regional.

Em 1976 a Sociedade Cooperativa Mista de Palmitos e a Cooperativa Agropecuária de Mondaí efetuaram a fusão que originou a Cooperativa Regional Arco Íris Ltda., que atuou em Palmitos, Caibi, Mondaí, Riqueza e Iporã do Oeste por 24 anos.

Em 2000 a Cooperarco concretizou fusão com a Cooperativa Santa Lucia (Cooperlucia), de Descanso, aumentando sua área de atuação para Descanso, Belmonte e Santa Helena. Neste momento a cooperativa trocou seu nome para Cooperativa A1 (A: do segmento agropecuária; 1: mais antiga de Santa Catarina).

Em 2003, ocorreu a incorporação da Cooperativa Agropecuária Itapiranga (Cooperita), passando a atuar em Itapiranga, São João do Oeste e Tunápolis.

Avançou fronteiras e iniciou sua atuação no Noroeste do Rio Grande do Sul.